Doença de Alzheimer e demência senil



Tanto a doença de Alzheimer, ou demência pré-senil, como a demência senil são perturbações mentais graves, de origem semelhante, que implicam uma decadência global e progressiva das funções intelectuais.

A primeira desenvolve-se a partir dos cinquenta anos; a segunda apresenta-se depois dos setenta anos.

Quais são as causas?

Em ambos os casos, trata-se de uma perturbação neurológica degenerativa, progressiva e irreversível, que afeita geralmente as diversas regiões do encéfalo e determina uma atrofia cerebral global, com a perda de neurónios ativos e disfunções dos neurotransmissores. Poderia considerar-se que tal alteração é semelhante à ocasionada pelo processo de envelhecimento normal, mas é muito mais acentuada no caso da demência senil e muito mais precoce no caso’ da doença de Alzheimer. Considera-se que existe certa predisposição constitucional para sofrer desta doença e, de facto, nos últimos tempos foram identificados alguns genes que poderiam ser os responsáveis.

Como se manifesta?

Os sintomas e a evolução são muito variados, ainda que geralmente sejam de apresentação insidiosa e com uma evolução que pode levar anos.

Os primeiros sintomas costumam corresponder a perturbações da memória, ao princípio, só de factos recentes e, mais tarde, também de acontecimentos passados; isto pode provocar um estado de confusão

e muitos inconvenientes, até ao ponto de impedir a realização de atividades habituais ou de não reconhecer as pessoas queridas.

Também se produzem alterações da linguagem, tanto da compreensão como da expressão, assim como dificuldades para efetuar gestos que em condições normais são quase automáticos como pentear-se ou abotoar um botão, perda da faculdade de raciocinar e perturbações da personalidade.

A tudo isto juntam-se perturbações da afetividade, que podem consistir em momentos de irritabilidade ou de ansiedade injustificada ou, pelo contrário, uma profunda depressão ou um estado de absoluta indiferença.

Por outro lado, podem apresentar-se também múltiplas alterações neurológicas que restringem ainda mais a autonomia pessoal.

Como tratar?

Dado que as lesões neurológicas responsáveis pela perturbação são irreversíveis, não se pode fazer nada para as modificar. No entanto, existem medicamentos capazes de melhorar o estado de ânimo e aliviar outros sintomas. Estão-se a ensaiar medicamentos que parecem capazes de retardar a evolução da doença e que provavelmente poderão ser utilizados com eficácia num futuro próximo.

Atualmente, o mais indicado é procurar dar ao doente um meio que lhe seja favorável e procurar que se mantenha ativo, pois caso contrário a situação tende a agravar-se mais rapidamente. ‘É por isso que se recomenda que, desde o início da sistomatologia, frequente um centro especializado em

que se desenvolva uma terapia ocupacional. E tão importante como o tratamento do doente é que a família receba uma orientação adequada por parte dos profissionais.

É bem possível que o doente tenha de ser internado temporariamente num centro de saúde para solucionar alguma sintomatologia aguda, hoje em dia, a hospitalização permanente é reservada para os casos mais extremos ou quando não se conta com nenhum tipo de apoio familiar. Enquanto for possível, recomenda-se que o doente viva na sua casa, porque um meio quotidiano diferente pode ser prejudicial para a evolução positiva da doença.

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